Fala-se de Espírito Académico...

É o espírito académico que faz com que o tempo que se passa na faculdade seja inesquecível. O traje, as tradições, as praxes, os arraiais, os cortejos e a queima. São estas pequenas particularidades que fazem destes anos o tempo mais maravilhoso da tua vida.

"De onde surge, então, o espírito académico? Não será do ânimo compartilhado de um grupo de pessoas que têm sede de conhecimento, de descoberta (e redescoberta). Conhecimento humano, dos seus próximos; conhecimento das artes, das expressões; conhecimento do mundo, das ciências... é um saber vivo, que se adquire contacto entre pessoas, pela discussão, pelo convívio, pelo debate e pela experiência." Tudo isto pressupõe disponibilidade, vontade e entrega, que infelizmente não se encontra na Escola por algumas alunas... No entanto, outras alunas mesmo trabalhando fora da Escola, conseguem manter VIVO o espírito académico.

Preocupem-se mais em formar consciência de grupo, em participar em eventos que a A.E ou a Escola promovam, em concretizar vontades comuns, por inovadoras que sejam e falem connosco.
O resto virá naturalmente...
"O espírito académico não se impõem por decreto nem se faz por receita. "

"Espírito Académico,
é a saudade, feita pão nosso de cada dia.
Um misto de euforia fado sebastianista,
uma canção alegre cantada com lágrimas,
um estado de inquietação febril de um coração
que não cabe no seu toraxiano aconchego.

Espírito Académico
é uma contínua festa anestesiante
uma cavalgada de sentimentos,
o elitismo pátrio de uma nação
cuja capa e batina são bandeira!

Espírito Académico
é sentir saudade logo que se chega
até que o curso se finde.
É querer tragar sofregamente cada momento
como se amanhã fosse o último cortejo.

É desejar cumprir o currículo, sem pressa
porque a pressa não deixa degustar
porque a pressa não deixa tempo para saborear
o sentir-se parte de uma história
que, de mansinho, nos bateu à porta
que em nós continua
que por nós passou, rumo aos vindouros!
que de nós se despede e nos deixa viúvos!"

Recepção ao Caloiro


Ao chegar à universidade, a maioria dos caloiros pensa que é mais do que os outros. Que merecem algum estatuto especial só porque estão a estudar para serem doutores.
Pois se eles pensam isto, coitados...
Já lá estavam outros antes deles chegarem.
E não gostam nada de engraçadinhos...
Caloiro NUNCA tem piada, mesmo quando tem graça.

Para que o recém-chegado se ambiente correctamente à universidade, os doutores da praxe preparam todos os anos a Recepção ao Caloiro.
Esta é uma prática que tem sofrido adaptações ao longo dos tempos.

Longe vão os tempos do Canelão, em que se formavam na Porta Férrea, em Coimbra, duas filas de estudantes no meio das quais teriam que passar os caloiros. Ao passarem, eram sujeitos, tal como o nome indica, a caneladas (pontapés nas canelas).
Mas era costume estas praxes irem mais longe. Algumas testemunhas afirmaram não ser raro dar umas solhas (chapadas no cachaço), bater-lhes com a Pasta, a qual se encontrava frequentemente recheada com uma tábua, e mesmo chegar a partir umas pernas aos caloiros.

Este arcaico e violento tipo de recepção já caiu em desuso, para felicidade dos caloiros. Actualmente, a recepção costuma ser amigável, pretendendo integrar o recém-chegado no meio académico, promovendo variadas situações de convívio.

Se a Recepção ao Caloiro significa dar-lhe as boas-vindas à sua «nova casa», não fará muito sentido agredi-lo fisicamente, pois não?

Normalmente, o gozo ao caloiro não excede as brincadeiras com ovos e farinha, as «missões impossíveis», as declarações amorosas a quadrúpedes e as sessões de aeróbica para caloiros.

Para impor respeito, não é necessário recorrer à violência. Não gostariamos que «andassem com os caloiros ao colo», de modo nenhum! Mimá-los, nunca!
Apenas nos agradaria que acabassem com as faltas de respeito e com as agressões plenas de cobardia vindas de indivíduos que à falta do domínio da palavra, usam a força.

Algo que nos faz muita confusão são aqueles que descarregam nos pobres recém-chegados todas as frustrações do mundo.
É incrível o ódio que nutrem pelos caloiros.
Normalmente, são indivíduos que ou sofrem de graves perturbações, ou tiveram uma má instrução praxística, ou então são pessoas que nem sequer foram submetidos à Praxe e que querem praxar.

Gostariamos de lembrar a todos os doutores da praxe que também já foram caloiros, e que também não gostariam de ser mal tratados ou desrespeitados enquanto pessoas.
O respeito tem de ser mútuo.

Só assim é possível uma salubre transmissão das Tradições Académicas de geração em geração.

Estatuto do Caloiro


- Caloiro não tem direitos;
- Caloiro tem direito a não ter direitos;
- Caloiro tem direito a escolher um(a) padrinho/madrinha entre os doutores da praxe;
- Caloiro tem um único direito, alem dos tres acima referidos:
o direito de ser informado;
- Caloiro não é gente;
- A Caloirice do caloiro é inqualificável;
- Caloiro é incondicionalmente servil, obediente e resignado;
- Caloiro tem direito a respirar de vez em quando;
- Lugar do Caloiro é no fim da bicha;
- A posição natural do caloiro é de quatro, ou seja, com os quatro cascos apoiados e com o ventre virado para o chão;
- Caloiro não olha nem veteranos, nem doutores nos olhos;
- Caloiro tem de cumprimentar respeitosamente toda e qualquer pessoa;
- Caloiro deve trazer sempre consigo a identificação oficial da besta;
- Caloiro não namora;
- Caloiro é acéfalo;
- Caloiro é assexuado;
- Caloiro tem tabaco mas não fuma;
- Caloiro nao consome bebidas alcoólicas;
- Caloiro não pode invocar o desconhecimento da Lei e dos seus Estatutos em sua defesa;
- Caloiro não tem opinião;
- Caloiro será sempre moderado no uso da palavra;
- Caloiro mostra entusiamo ao ser praxado;
- Caloiro nao pode andar na rua após as 21:00 sob pena de rapanço;
- Nomes comuns: CALOIRO, ANIMAL, QUADRÚPEDE, ASNO, BESTA, VERME, ETC;
- Caloiro tem obrigatoriamente de saber a hierarquia da praxe;
- Caloiro não pode usar a Pasta de Praxe, nem tão pouco tocar-lhe;
- Caloiro só deixa de ser caloiro ao passar em frente à Tribuna de Honra, no Cortejo Académico.

Código de Praxe

O primeiro Código da Praxe foi editado em 01/03/1957 pela Academia Coimbrã, tentando assim passar ao papel um conjunto de tradições académicas, fruto de toda uma vivência especial e diferente gerada e desenvolvida em Coimbra, ao longo de séculos e gerações de estudantes.

O Ensino Superior Privado teve uma grande responsabilidade nas mundanças feitas no mundo académico, à qual não nos podemos alhear e deveremos sempre continuar a ter esse papel tão importante na vida académica. Desde logo as Universidades privadas demonstraram um carinho especial pela Praxe, coisa que na Academia de Lisboa é bastante evidente não havendo praticamente, e a avaliar pelas suas responsabilidades, uma Praxe minimamente organizada nas Universidades Públicas lisboetas.

A nós, alunos da ESEAG, cabe a tarefa e a honra de valorizar a Praxe Académica e mostrar-lhes que afinal o futuro do país, assim como o das suas tradições, não está apenas nas capacidades intelectuais, mas também na camaradagem, na amizade e na vida real.

A evolução da Praxe Académica, que ao longo de gerações se foi adaptando a diferentes formas e contextos, faz com que esta não morra, mas cada vez se torne mais forte.

Praxe Académica, é toda uma maneira de sentir a academia e o seu modo de vida e não apenas um conceito orientado para a recepção aos caloiros. Quem quer estar na Praxe, tem que a merecer e não utilizá-la para encobrir actos de violência gratuita, que nada têm a ver com o espírito saudável que a Praxe em si encerra.

“A Praxe é uma festa. Triste é iniciar um período longo e importante da nossa vida, tendo por companhia a indiferença e sem um ombro amigo que nos inicie e apoie“.

Título I – Praxe

Artigo 1º - Praxe é o conjunto de actos e costumes que decorrem durante o percurso académico dos estudantes, incluindo as práticas entre os mais antigos e mais recentes da escola, cujo principal objectivo é a inserção de todos na vida académica pelo que deve ter por base a solidariedade, amizade e entre ajuda.

Artigo 2º - Só podem praticar a Praxe decretada por este Código de Praxe, os alunos matriculados na Escola Superior de Educação Almeida Garrett (ESEAG), obedecendo aos Princípios Gerais da Praxe Académica.

Artigo 3º - A Praxe é e deverá ser sempre uma forma de relacionamento entre os estudantes da ESEAG, assim, estão expressamente proibidas e sujeitas a sanções todas as práticas que ofendam, humilhem ou possam colocar em risco a integridade física e/ou psíquica dos praxados que podem apresentar queixa à Associação de Estudantes (AE) no caso de serem vítimas de Praxe maldosa.

Título II – Exercício da Praxe

Artigo 4º - Só podem exercer a Praxe os estudantes matriculados na ESEAG, com duas ou mais matrículas, desde que se encontrem trajados conforme as disposições do presente código.

Artigo 5º - Todos os praxados são iguais em direitos e deveres, pelo que estão proibidas quaisquer distinções (de natureza sexual, étnica, religiosa ou outras) entre estudantes no exercício da Praxe.

Título III – Hierarquia da Praxe

Artigo 6º - A hierarquia da Praxe em escala ascendente é a que se segue:
- As categorias do aluno da ESEAG compreendem as seguintes fases:

Penetras: alunos de outros estabelecimentos do Ensino Superior;
Bichos: estudantes após a sua primeira matrícula na ESEAG. Até ao
Baptismo;
Caloiros: estudantes após o Baptismo até à Imposição das Insígnias;
Alunos: estudantes após a Imposição das Insígnias até ao momento da 2 ºmatrícula;
Pastranos: estudantes com duas matrículas;
Veteranos: estudantes com três matrículas;
Finalistas: estudantes no ano em que celebram a sua Queima das Fitas.

- Os alunos provenientes de outros estabelecimentos de ensino superior não gozam de acumulação de matrículas, obedecendo à condição de estudante correspondente ao ano que frequenta.
- Apesar da ascensão hierárquica, as categorias de caloiro e veterano permanecerão pós término do curso.

Artigo 7º - Todos os cursos são hierarquicamente equivalentes

Cartão de Sócio

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